terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Maria Eliza cativa o público na 1ª Semana da Arbitragem de Futebol de Campo e Primeiros Socorros

      
               O primeiro dia da 1ª Semana da Arbitragem de Futebol de Campo e Primeiros Socorros que é organizada pela FC Brasil Eventos M.E. que aconteceu na noite de ontem no auditório da Câmara de Cubatão contou com a presença da arbitra auxiliar da Fifa, Maria Eliza Correia Barbosa. A bandeirinha cativou o pequeno público presente que era formado na sua maioria por arbitros locais, ao compartilhar situações que já viveu a beira dos campos nos seus quase dez anos de carreira. "Eu cheguei numa época favorável, porque precisavam de mulheres na arbitragem, pois tinha a Silvia, a Ana Paula, a Aline e mais ninguém", revela a convidada. Natural de Ituverava onde é professora de Educação Física da prefeitura, e dona de um sotaque bem caipira assim como uma grande beleza foi bastante interrogada pela platéia sobre o salário na arbitragem, onde muitos acreditavam ser bastante compensador devido a pressão que o profissional é submetido. Ela esclarece que tirando os jogos da série A1, os arbitros mesmo sendo Fifa recebem o mesmo que todo mundo.
                Também presente no evento, mesmo que o convite tenha surgido de última hora, a arbitra da CBF, Regildenea, que teve a sua humildade exaltada pelos presentes por ser uma pessoa prestativa e não fazer distinção entre apitar numa Copa do Mundo ou na várzea. "Não é por eu ser arbitra da CBF que me custa vir arbitrar na várzea", conta ela. Representando a Secretaria de Esportes de Cubatão, o professor Airton Romero, que já ajudou a formar inúmeros atletas na cidade, principalmente no Handebol. Dando continuidade  a palestrante convidada, Maria Eliza, contou ao público enquanto passava slides de momentos marcantes da sua carreira como arbitra assistente, que atualmente estão exigindo teste físico para as mulheres atuarem na série A1 igual ao dos homens, o que dificulta ainda mais a ascensão de algumas candidatas na carreira.
                 Bastante a vontade a experiente bandeirinha revelou que os jogadores em geral não entendem muito de regra e cita o goleiro Marcos do Palmeiras como uma rara exceção. "O Marcos é uma pessoa diferenciada que entende muito de regra, pois o jogador em geral não entende nada de regra de futebol", desabafa. Perguntada se os torcedores são mais tolerantes com as arbitras do que com os arbitros foi curta e grossa: "O tratamento é o mesmo". Por ser uma mulher atraente também foi perguntada se costumava tomar muita cantada de jogador e respondeu que não. "O respeito é muito grande, naquela hora eles só pensam no jogo". Apesar da negativa contou um episódio entre a sua colega Ana Paula e o ex-jogador do Corinthians, Dinei, que comemorou pegando a bandeirinha no colo e depois disse que iria fazer o mesmo com ela. "Eu chamei ele num canto e disse que não era pra ele relar a mão em mim, senão ele ia se arrepender". Maria Eliza também concordou quando perguntada sobre a ajuda que o crescimento do futebol feminino tem dado às mulheres para ingressarem na carreira da arbitragem. No final ela foi bastante aplaudida e tirou inúmeras fotos com os presentes e autografou alguns crachás.

Homenagem  

              Apesar de Maria Eliza ter sido o centro das atenções houve também uma justa homenagem ao veterano arbitro da várzea cubatense, Juracyr Barbosa, mais conhecido como Jura. O homenageado recebeu do organizador do evento, Fábio Cavalcanti, uma placa e uma bicicleta e  revelou que teve a honra de enquanto jogador ter sido arbitrado pelo Jura, assim como o seu pai também o fora. Juraci não se conteve e terminou em lágrimas.

Texto: Roberto Facoro - Mtb.: 26293 e Fotos: Aderbau Gama